Aprendiz com deficiência preenche uma única cota

13 de março de 2011
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Aprendiz com deficiência deficiência. Sua empresa já pensou nisso?

Muitas empresas ficam na dúvida na hora de contratar um funcionário com essas duas características. Afinal, em qual das duas cotas exigidas por lei ele é inserido: a de Aprendiz ou a de Portadores de Deficiência?

Segundo Ana Gentil, responsável pelo programa de deficientes do CIEE, o adolescente portador de necessidades especiais compreende a qualquer uma das cotas, mas não as duas juntas.

Também é o que diz Maria de Fátima e Silva, responsável pela área de responsabilidade social da Gelre, empresa de recrutamento e seleção de profissionais. “O adolescente aprendiz portador de deficiência só pode cumprir com uma das duas cotas”. E explica: “O programa de aprendizagem tem tempo determinado, inicio e fim, e no caso do deficiente, não há previsão para ele se desligar da empresa. É como se fosse um empregado normal”.

Mas a discussão sobre adolescentes portadores de deficiência não gira apenas sobre as cotas que as empresas têm que cumprir, mas também se eles estão ou não prontos para enfrentar o mercado de trabalho. Ana acredita que se o adolescente passou por uma formação antes de ir para a empresa ele só terá dificuldades para se adaptar se a organização não estiver preparada para absorvê-lo.

Para João Batista Ribas, coordenador do projeto de formação profissional de deficientes no Serasa, é fundamental que se qualifique jovens portadores de deficiência para que, por meio de um trabalho de responsabilidade social, as empresas possam oferecer maior possibilidade de efetivação. E ainda diz, “o Programa Serasa de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência tem uma metodologia que garante a efetiva inclusão profissional e social”. Ribas completa dizendo “esses programas podem ser muito importantes na vida desses adolescentes pois agregam à oportunidade do primeiro emprego, cursos de qualificação e vivência profissional orientada”.

Outra aspecto bastante presente nas empresas é o preconceito que muitos adolecentes sofrem por parte de alguns funcionários. Mas Ana acredita que esse preconceito está totalmente vinculado à falta de preparação da empresa para receber profissionais considerados diferentes. “No fundo, o maior preconceito que eles sofrem é pelo fato de serem adolescentes e não deficientes”.

Originalmente publicado em 13/07/2004
Autor: Márcio Santana

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