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ONG forma aprendizes para o setor de transporte
 


Diferenças entre aprendizagem e estagio ainda causam dúvidas

 
 

Micro e pequenas empresas aderem à contratação de aprendizes

Por Gláucia Cavalcante
22/02/08


Mesmo não sendo obrigadas por lei, micro e pequenas empresas estão passando a contratar aprendizes. 50% das empresas parceiras da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (EPESMEL), por exemplo, optaram por ter em seu quadro de funcionários jovens aprendizes.


De acordo com a assistente social e coordenadora do programa de aprendizagem da EPESMEL, Silmeri Patrícia Rossi, as empresas que não são obrigadas a contratar vão à instituição por ouvirem falar sobre a Lei de Aprendizagem. “Amigos, familiares ou funcionários comentam sobre o assunto e despertam o interesse dessas empresas, que acabam entrando em contato com a EPESMEL para buscar mais informações”, comenta, explicando que a ONG é bastante conhecida no município paranaense.

Para evitar que a Lei de Aprendizagem transforme-se em um intrumento de contratação de mão-de-obra barata, a instituição realiza um acompanhamento efetivo por meio de entrevistas, visitas e conversas com as empresas e os jovens. “Diante dos encargos menores, temos que tomar cuidado para que não aconteça a substituição de um profissional por um aprendiz. Infelizmente, algumas empresas ainda têm essa intenção”, explica Silmeri.

Segundo a coordenadora, as pequenas e micro empresas saem ganhando com a contratação de aprendizes, pois recebem suporte da instituição com relação à formação do jovem. “Um dos diferenciais é que o adolescente já vem com uma formação não só profissional, mas também de relacionamento humano”, diz.

Porém, de acordo com a assistente administrativo da Steel Forma, Xislei de Laet Sahara, a empresa também tem responsabilidade na formação do aprendiz. “Acreditamos que a responsabilidade da empresa é grande no que se refere ao jovem, pois colaboramos com a formação profissional e até pessoal de um cidadão”, comenta.

Um dos principais motivos pelo qual a Steel Forma mantém um programa de aprendizagem, mesmo não sendo obrigada a contratar aprendizes, é a responsabilidade social. “A empresa optou pela nova experiência, pois todo o quadro de funcionários, desde a direção aos colaboradores, é formado por jovens. Por isso, conhecemos as dificuldades enfrentadas pela juventude ao ingressar no mercado de trabalho”, afirma Xislei sobre o fato de dar uma oportunidade para um adolescente ao invés de contratar alguém que já tenha experiência.


   
   
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