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Jovens aprendizes aprovam formação teórica
 


Com 10 mil vagas abertas, Senac/SP seleciona jovens de maneira diferente

 
 

Empresas estão longe de utilizar potencial de contratação

Por Gláucia Cavalcante
11/07/08

Apenas 8% das companhias obrigadas por Lei contratam aprendizes. Diante disso, somente 7% do potencial de contratação é autilizado pelas empresas brasileiras.

As informações são de um estudo realizado pela pesquisadora Anita Kon, do Grupo de Pesquisa em Economia Industrial, Mercado e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e pela coordenadora da ONG Atletas pela Cidadania e advogada Daniela Castro. Os dados foram divulgados durante o Seminário Lei do Aprendiz no Brasil, que aconteceu em São Paulo (SP).

A pesquisa mostra que os estados com maior potencial de contratação são Minas Gerais (que tem a possibilidade de abrir 129.596 vagas), Rio de Janeiro (127.383) e São Paulo (384.574). Mesmo assim, esses não são os estados que mais contratam. Espírito Santo com 25% de jovens contratados, Goiás com 22% e Amazonas com 16% são os estados com a melhor relação contratação x potencial.

Apesar da ainda pequena adesão, a pesquisa revela dados positivos. A participação de aprendizes que ganham até dois salários mínimos cresceu de 0,17% em 2002 para quase 1% em 2006 na média do Brasil. O Sudeste (1,5%) e o Centro-Oeste (1,75%) apresentam os maiores percentuais e o Nordeste a menor incidência.

Já com relação ao potencial de contratação por setor, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apesar de ainda longe, o comercio é o que mais está perto da meta com 11,04% de aprendizes do potencial de 131.176. Em seguida vem a indústria com 6,45% de 291.406, serviços com 3,36% de 788.730, construção civil com 3,30% de 54.430 e por último, o setor agropecuário que contrata apenas 0,79% do potencial (32.458).

“Atualmente no país existem 129.516 aprendizes contratados, muito longe do potencial estimado que é de 1 milhão e 200 mil vagas, caso as empresas obrigadas cumprissem o mínimo de 5% de contratações”, comentou o presidente da ONG Atletas pela Cidadania,  Raí de Oliveira durante o evento.

Além dos dados sobre a contratação de aprendizes, a pesquisa também revela que os jovens de 15 a 24 anos representam cerca de 56% da população economicamente ativa (ocupados ou procurando emprego). Desses, 20% são jovens de 15 a 17 anos e 70% de 18 a 24 anos.

Enquanto a taxa de desocupação da população ativa total é de 7,4%, a taxa entre os jovens de 15 a 17 é de 27,4% e entre os que têm 18 a 24 anos é de 16,3%. No entanto, quando se compara a taxa dos jovens de 15 a 24 anos (17,4%) é mais do que o dobro da população em geral.


   
   
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