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Pesquisa analisa o jovem brasileiro no mercado de trabalho

21/08/08


No Brasil, 66% dos 53,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos estão no mercado de trabalho, enquanto cerca de 40% apenas estudam. A informação faz parte da pesquisa “Jovens e Trabalho no Brasil – Desigualdades e Desafios para as Políticas Públicas”, que será lançada hoje (21), em São Paulo, na sede da ONG Ação Educativa, que promoveu o estudo em parceria com o Instituto Ibis e apoio técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos).

O levantamento utiliza dados da PNAD 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e analisa a real condição dos jovens a partir das distinções entre gênero, raça, classe social e nível escolar. Também foram levadas em conta as diferentes faixas etárias, para avaliar em que momento o trabalho se torna importante e como é conciliado com os estudos.

No panorama levantado, os jovens trabalhadores passam a ser maioria na faixa etária de 18 a 21 anos, na qual 75% estão no mercado e 40% ainda estudam. Dos 22 aos 24 anos, os números alcançam 80% e 20%, respectivamente. A proporção muda para 83% e 15%, a partir dos 25 anos. Entre os mais novos, que ainda não atingiram a maioridade, grande parte se dedica exclusivamente à escola.

As mulheres se mantêm mais tempo que os homens como estudantes, porém encontram mais dificuldade para conseguir um emprego. Os negros são maioria nas categorias mais desfavorecidas: desempregados que estudam, desempregados que não estudam e pessoas que não trabalham e não estudam.

Outros dados de destaque obtidos pela pesquisa:

- Perfil dos jovens no trabalho e na escola: Dos 14 aos 19 anos, enquanto 66,6% dos brasileiros trabalham ou procuram emprego, 21% apenas estudam e 13% não desempenham nenhuma das atividades.

- Chefes de família: Aos se tornarem chefes de família ou cônjuges, os jovens tendem a abandonar os estudos. Nas escolas, eles representam de 2,1% a 10,5%.

- Classe social: Em famílias de menor renda, a inserção no mercado de trabalho é precoce. Aos 14 anos, muitos jovens nessas condições já estão trabalhando ou buscando emprego. Os jovens de classes mais altas começam a atuar profissionalmente dos 18 aos 21 anos, e 31% chegam ao ensino superior.


Fonte: Instituto Ibis

   
   
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