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Mais da metade dos jovens do país não estudam

18/01/08

Mais da metade (53,1%) dos jovens brasileiros não estudam em qualquer modalidade de ensino, segundo dados do Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ) 2007, relatório que investiga a situação econômica e social da juventude brasileira, divulgados em em Brasília.

O índice só é menor que 50% em seis Estados: Amapá (44,4%), Amazonas (49,3%), Piauí (46,9%), Sergipe (48,9%), Rio de Janeiro (45,7%) e Distrito Federal (45,9%). Além disso, ao analisar o percentual de quem estuda, verificou-se que mais de 50% não se estão nas séries correspondentes às idades.

"As distorções assinaladas se estendem além do ensino fundamental. Na faixa etária que vai dos 15 aos 24 anos, seria de esperar que os jovens estivessem cursando, no mínimo, o ensino médio ou correspondente, ou estivessem em níveis mais adiantados. Não é a realidade observada", diz o relatório.
 
Nem estudo, nem trabalho

O relatório mostrou também que 51% dos jovens brasileiros exercem algum tipo de atividade remunerada. Destaca-se a região Sul, com 57,5% dos jovens trabalhando, especialmente Santa Catarina, onde 61,9% dos jovens estão inseridos no mercado.

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam taxas levemente superiores de jovens trabalhando (acima de 50%) do que as regiões Norte e Nordeste, que têm menos de 48%. Em Alagoas e Amazonas, por exemplo, esse índice situa-se em torno de 40%.

No entanto, ao cruzar os dados dos jovens que não estudam nem trabalham, o estudo chegou em um percentual de 20%. Segundo os autores, esse índice representa "um enorme contingente de quase sete milhões de jovens em situação de elevada vulnerabilidade".

Analfabetismo

Os dados mostraram também uma queda na taxa de analfabetismo (de 3,4%, em 2003, para 2,4%, em 2006), sendo que grande parte deste índice (65,4%) está no Nordeste. O relatório também mostrou que apenas 33% dos jovens tiveram acesso à Internet. Este é o terceiro relatório IDJ. Os outros foram publicados em 2003 e 2005.

Índice

O IDJ, elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), usa critérios parecidos com os utilizados pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mas faz uma adaptação para analisar jovens na faixa etária de 15 a 24 anos.

Fonte: Onda Jovem


   
   
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