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Jovem incrementa renda familiar, afirma organização

Por Márcio Santana
18/05/04

Preocupada com a renda familiar dos adolescentes que atende, o Centro Social Marista resolveu desenvolver em parceria com o Banco do Brasil, o programa de Aprendizagem Adolescente Trabalhador. Em agosto de 2003 eram 20 os aprendizes beneficiados pelo programa e hoje, mais de 34 já estão trabalhando no banco.

Também conhecido como Cesomar, a associação educativa começou a atuar com a Lei de Aprendizagem após constatar a situação socio-econômica das famílias dos educandos que atendia. "Verificamos que há um número significativo de famílias atendidas pelo Cesomar em que o chefe de família está desempregado ou subempregado assim como outros membros da família estão na mesma situação", comenta o assessor de comunicação da associação Luciano Fontes.

"Essa Lei possibilita uma geração de renda para os jovens e ainda garante o aprendizado de uma profissão em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente", admite Fontes. Para ele, a Lei, além de ajudar em casa, também contribui para o desenvolvimento pessoal e social dos adolescentes. "A minha renda como aprendiz ajuda nas despesas de casa, e isso é muito bom", diz Caroline Aparecida Rodrigues, aprendiz no setor de cobrança. Fontes completa dizendo que os adolescentes recebem um salário mínimo, vale-transporte e vale-refeição.

"O Cesomar se responsabiliza pela formação cidadã e reforço escolar em Português e Matemática, enquanto o Banco do Brasil garante o aprendizado em contabilidade e vivência bancária, além da supervisão do rendimento dos adolescentes", afirma Fontes.

Geovano José da Silva, que trabalha no auto-atendimento lembra: "pela manhã vou ao Centro Social Marista, onde temos atualmente o reforço na área de língua portuguesa, depois vou para o banco onde trabalho por quatro horas e à noite, ainda freqüento a escola".

Mas para Fontes, nada disso seria possível sem a equipe técnica do Cesomar e a parceria com o Banco do Brasil. "Todos colaboraram para que esse projeto fosse concretizado". Tudo foi acompanhado de perto, garante ele, ao dizer que os educadores fizeram visitas domiciliares para conversar com as famílias dos educandos.

Luciano também diz que o maior desafio foi selecionar poucos jovens para o volume de pessoas com necessidades. "Julgamos que muitos deles mereciam uma oportunidade, mas infelizmente as vagas não eram suficientes

 

 
   

   
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