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JPMorgan é um dos pioneiros na contratação de aprendizes

Por Karina Costa
18/05/04

O banco de investimentos JPMorgan inicia, este ano, sua terceira turma de aprendizes. O Projeto Aprendizes no JPMorgan, que começou em 2002 e já atuou com 19 adolescentes, contratou agora outros 12 jovens para trabalhar.

A instituição financeira mantém contrato por 11 meses com esses jovens que atuam nas áreas de Tecnologia, Marketing, Recursos Humanos, Operações, Jurídica e Responsabilidade Social.

Para acompanhar o processo de formação dos adolescentes, a empresa conta com funcionários voluntários que supervisionam e ajudam esses aprendizes. Os adolescentes atuam com seus supervisores no ambiente de trabalho por seis horas diárias. Tudo amparado pela organização CPA "Pe.Bello" - Centro de Profissionalização de Adolescentes, de São Paulo, escolhida pelo banco para formar e acompanhar esses jovens. Além de manter um vínculo com a organização na qual fizeram o curso profissionalizante, eles participam de encontros e reuniões para discutir e avaliar tanto seu desenvolvimento pessoal quanto profissional.

A preocupação do JPMorgan com o futuro profissional do adolescente, mesmo após o término do contrato, é tão grande, que durante o período em que ele está na empresa, recebe orientação de carreira e preparação para o mercado. Por esse motivo, a instituição mantém parceria com a consultoria em recolocação profissional DBM.

Mas nem todos os aprendizes acabam se desligando do banco após o término do programa. Um dos adolescentes que participou da primeira turma do projeto, por exemplo, foi contratado e hoje trabalha como Consultor na área de Tecnologia. Luiz Fernando Silva, acredita ter adquirido muita experiência durante todo o processo. "Aprendi a observar e fazer ao mesmo tempo, com a possibilidade de questionar e errar", afirma.

Renata Cavalcanti, que trabalha na área de responsabilidade social e é uma das responsáveis pelo projeto, comenta que um dos objetivos do programa é educar o adolescente pelo trabalho. "Saber que passar por esse projeto fez a diferença para os adolescentes é muito bom, além de ver que participaram de uma ação transformadora", diz.

Iniciativas como a do JPMorgan servem para que outras empresas sigam o mesmo caminho. Mas é preciso ter claro que não basta contratar aprendizes para simplesmente cumprir cotas estabelecidas por lei. Renata acredita ser "um ganho incrível participar de iniciativas como essa". Mais do que isso, "para a empresa é importante desenvolver atividades de voluntariado e trabalhos com a comunidade", acredita ela.

O ex-aprendiz diz ainda que a maior importância de um projeto como esse, é que além da sociedade começar a valorizar mais o jovem, especialmente o "de origem social mais humilde, dá a chance de ele demonstrar que é capaz".

   
   
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