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Grupo Pão de Açúcar possui mais de 560 aprendizes em todo o Brasil


Por
Gláucia Cavalcante
09/11/04

Contribuir para a formação da cidadania e para a capacitação profissional de jovens com foco na educação são os objetivos que o Extra, Compre Bem e Pão de Açúcar - empresas do Grupo Pão de Açúcar - procuram alcançar com o seu programa de Aprendizagem em varias lojas espalhadas pelo país.

“O Grupo começou a trabalhar com jovens em 2000 por meio do Programa do Governo Jovem Cidadão. Desde então, o projeto sofreu inúmeras modificações, até dar início ao Programa de Aprendizagem”, é o que diz Tânia Moura, gerente de atratividade e seleção do Grupo Pão de Açúcar.

Para a elaboração do programa foi necessário que o Grupo mantivesse relações estreitas com as Secretarias de Educação e Trabalho e com o Senac. “Como não tínhamos muito conhecimento sobre a Lei, recorremos a eles para esclarecer dúvidas e buscar direcionamento para a montagem do programa”, afirma Tânia.

A formação teórica é feita pelo Senac. Durante o processo de formação, a aprendizagem é dividida em módulos. O primeiro estágio é a educação para o trabalho, onde os adolescentes recebem instruções sobre como funciona o comércio, apresentação pessoal e atendimento ao cliente. Além das aulas, os adolescentes também recebem atividades para fazer em casa. Ao final do programa devem apresentar um trabalho de conclusão de curso.

Mesmo atuando há quase quatro anos com a Lei de Aprendizagem, Tânia diz que o grupo ainda enfrenta alguns obstáculos em relação à formação teórica. “Em algumas regiões do Brasil, temos dificuldades quanto ao atendimento do Senac. Infelizmente, algumas vezes eles não conseguem atender a demanda”, comenta.

Apesar disso, o número de adolescentes efetivados só tende a aumentar. Para dar continuidade à contratação dos adolescentes após o programa, o grupo divulga periodicamente uma relação dos formandos que já concluíram o processo. “Fazemos isso porque quando uma loja do Grupo é inaugurada, grande parte dos funcionários admitidos são ex-aprendizes”, diz Tânia.

Segundo ela, os adolescentes atuam não só nas lojas dos supermercados, mas também, nas Centrais de Distribuição. “Eles passam por várias áreas, desde atendimento ao público até ao recebimento de mercadorias, podendo ter uma formação mais ampla”, enfatiza ela.

 

   
   
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