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Banco é um dos pioneiros na contratação de adolescentes

Por Andressa Munik
20/12/04

Em 2000, quando a Lei 10.097 passou a ser obrigatória, o Banco do Brasil já tinha em seu quadro adolescentes aprendizes em fase de formação.

Este programa acontecia na empresa desde 1971. “O adolescente já tinha todos os seus direitos trabalhistas garantidos. A diferença é que o programa não tinha tanto foco no aprendizado, assim como tem hoje”, comenta Patrícia Nezi Vaccaro, uma das responsáveis pelo programa em São Paulo.

Para ela, após a implementação da lei, o Programa Adolescente Trabalhador tornou-se mais estruturado e melhorou muito em termos de processo de aprendizagem e no acompanhamento dos adolescentes.

Segundo Maurício de Araújo Santos, ex-aprendiz e funcionário do Banco do Brasil há quinze anos, o programa sofreu muitas modificações ao longo dos anos. “Para entrar no banco como aprendiz precisei preencher três requisitos: estudar em escola pública, ter boas notas e fazer uma prova. Atualmente, ser um bom aluno e estudar em escola pública não é o suficiente”. Além disso, de acordo com Santos, para entrar no Programa Adolescente Trabalhador é necessário que o jovem esteja cursando uma escola pública e seja de família de baixa renda.

“Os adolescentes precisam ser mais dedicados do que antes, pois além de aprender com a prática, também precisam se dedicar a vários cursos. O fato de cursos como português, matemática e serem exigidos pela lei ajuda muito o adolescente a ingressar no mercado”, comenta Santos.

Marcelo Araújo, funcionário do banco e orientador de um dos aprendizes, acredita que esse tipo de programa tem como fator mais importante a capacidade de mudar o rumo da vida das pessoas. “Essa lei já modificou e influenciou muitas vidas, assim como a minha e a de Maurício. E hoje, como orientando de aprendiz, continuo aprendendo”.

“Quando fiquei sabendo que seria um orientador fiquei um pouco preocupado, pois é uma tarefa de responsabilidade. Teria que dividir minhas tarefas para dar orientação a um adolescente”, afirma Araújo.

De acordo ele, nesse processo todo mundo sai ganhando, pois o adolescente não é o único que aprende. “Para mim também está sendo um aprendizado diferente. Estar com o meu aprendiz significa saber lidar com as minhas próprias dificuldades”.

O Programa Adolescente Trabalhador do Banco do Brasil é considerado um dos maiores programas de aprendizagem do país. Conta com cerca de 5.000 adolescentes em todo Brasil, sendo 1.000 somente na capital de São Paulo.


   
   
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