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Camp Guarujá opera como manda a lei desde 97

Por Gláucia Cavalcante
21/01/05

Antes mesmo de começar as discussões sobre a atualização da Lei 10.097 - promulgada em 2000 -, o Centro de Formação Profissional do Camp Guarujá já formava aprendizes com base nas modificações feitas quase três anos depois.

“Juntamente com o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público Federal do Trabalho, o Centro de Formação Profissional do Camp Guarujá ajudou efetivamente na elaboração da Lei 10.097 em 2000”, é o que diz Orlando Dantas Silva, Gerente Geral do Camp Guarujá.

“Em 1997, antes da Lei ser promulgada, iniciamos o programa de aprendizagem em parceria com algumas empresas. Os adolescentes tinham todos os direitos trabalhistas garantidos, e diferente da lei 10.097, o FGTS era de 8%”, comenta.

Mas antes de ter o registro do programa no CMDCA, a entidade fez algumas pesquisas. “Participamos de congressos, visitamos quase todas as instituições Guardas Mirins e o Centro Salesiano do Menor – CESAM. Procuramos não só no estado de São Paulo, mas também em Brasília, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e em Curitiba, um dos lugares onde mais se nota a efetivação da Lei”, afirma Dantas.

Atualmente já são 86 empresas trabalhando em parceria com o centro na formação de aprendizes. O número de adolescentes da entidade atuando nessas empresas já chega a 450. As atividades exercidas são todas focadas na área de administração como, por exemplo, recepção, contabilidade, departamento pessoal, hotelaria, secretariado, entre outras.

Diferente de alguns programas de aprendizagem, a entidade divide a formação teórica dada ao adolescente em duas partes. “Primeiro é dado um curso de formação de 919 horas, onde são dadas 17 disciplinas diferentes. Na segunda parte, o adolescente recebe a formação teórica junto com a prática na própria empresa, onde há um supervisor da entidade acompanhando o processo”, diz Dantas.

Uma das coisas que Dantas considera de suma importância no programa é a educação emocional. Segundo ele, além da formação profissional, o adolescente também recebe no Centro oficinas, dinâmicas, discussões sobre família, etc.

 

   
   
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