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Aprendizes auxiliam criação de biblioteca comunitária


Por Edivânia Dias
13/06/07

O Projeto Biblioteca Comunitária, do Camp Caxingui, oferece gratuitamente à comunidade um acervo de cerca de 6000 livros. O maior diferencial do projeto, que existe desde 2006, foi a participação dos aprendizes formados pela instituição na criação da biblioteca. O processo de arrecadação foi feito de dentro para fora, ou seja, os adolescentes divulgaram entre familiares, amigos e vizinhos, o que resultou nas primeiras doações.

“Os próprios alunos e aprendizes do Camp se sentem motivados à leitura e freqüentemente fazem sugestões de títulos para as bibliotecárias, que não medem esforços para atendê-los”, diz a assistente comercial da instituição Maristela Pasa.

Todo o trabalho de separar, registrar, catalogar os livros e montar a biblioteca foi feito por voluntárias da comunidade, que até hoje se revezam nas atividades cotidianas. Além das voluntárias, a biblioteca conta com o auxilio de uma aprendiz.

“Eu ajudo na organização da biblioteca, e estou aprendendo cada dia mais. Antes eu não conhecia nenhum autor, hoje sei nomes importantes e tenho uma visão muito mais ampla”, diz a aprendiz Viviane Nascimento Tavares, 17 anos.   

Segundo Pasa, muitas pessoas da comunidade passaram a ler mais, com muitas opções e sem nenhum custo. “Isso causou maior interação entre a vizinhança, o Camp e os jovens, pois muitos passaram a conhecer o nosso trabalho por meio da biblioteca”, diz.

A biblioteca Vasco Gonçalves ganhou este nome em referência ao presidente do ONG, que ajudou a elaborar o projeto e faleceu alguns dias antes de sua inauguração.

O Camp trabalha na profissionalização de adolescentes desde 1976, porém, só em 2003 obtive a certificação para formar aprendizes. “Mensalmente temos casos de efetivações, muitas vezes antes do término do contrato. Em média, 15% a 20% dos aprendizes são contratados”, conclui Pasa.





   
   
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