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Aprendizes contratados por universidade recebem orientação profissional


Por Gláucia Cavalcante
26/06/07

Mesmo convivendo com universitários, grande parte dos aprendizes da Universidade Estadual de Londrina (UEL– PR) têm se preocupado mais em conseguir um próximo emprego, do que na continuidade de seus estudos. Para trabalhar essa questão, o SEBEC (Serviço de Bem Estar à Comunidade), um dos setores da UEL, realizará, a partir desse ano um trabalho intensivo de orientação profissional com os adolescentes.

Recentemente foi realizado um diagnóstico institucional que mostra o perfil dos aprendizes da universidade. “Cerca de 81% dos jovens ajudam na renda familiar e 25% já concluíram o ensino médio e não tem previsão do que vão fazer após o término do contrato”, diz Larissa Leme, estagiária e responsável pelo acompanhamento dos aprendizes da UEL pelo SEBEC.

Segundo Larissa, com esse trabalho de orientação, o objetivo é incentivar os aprendizes a ingressarem no ensino superior. “Grande parte dos jovens têm interesse em seguir carreira na área que atuou como aprendiz, e se prendem a isso como única alternativa. Na orientação profissional pretendemos falar mais sobre os cursos superiores para ampliar o leque de possibilidades que eles podem seguir” diz.

A universidade atua hoje com 53 aprendizes, espalhados em diversas áreas da instituição. Atualmente existe uma fila de espera dos setores da universidade solicitando aprendizes. “Para que essa contratação não aconteça como mão-de-obra barata, verificamos quais áreas têm a agregar no aprendizado dos jovens. Além disso, fazemos também uma visita aos setores que terão aprendizes pela primeira vez para explicar e orientar sobre qual é o papel do adolescente na empresa” diz.

De acordo com Larissa, o acompanhamento que o SEBEC realiza no processo de aprendizagem dos jovens acontece há pouco tempo com essa intensidade. “No ano passado realizamos a primeira reunião com quase 50 chefias de vários setores da universidade para explicarmos qual é o real papel do aprendiz. Pretendemos intensificar essa sensibilização daqui para frente”.

A Universidade Estadual de Londrina atua desde 2003 com a Lei de Aprendizagem e hoje conta com aprendizes em áreas como auxiliar administrativo, editoração gráfica, confecção industrial, montagem e manutenção de computadores e eletrotécnica industrial. A aprendizagem teórica é feita na ONG EPESMEL (Escola Profissional e Social do Menor de Londrina).

Além do acompanhamento feito com os aprendizes, o SEBEC também realiza diversos atendimentos voltados para discentes, docentes, servidores da Universidade.




   
   
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