Formação na área rural ainda é pequena, afirma superintendente do SENAR/RS
Por Gláucia Cavalcante
01/02/08
“A formação de aprendizes na área rural ainda é pequena”. A constatação é do superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – RS (SENAR/RS), Eduardo Delgado.
Segundo Delgado, a situação tem uma explicação. “Diferente de outros setores, como a indústria e o comércio nos quais as aulas acontecem em salas, a formação de aprendizes no setor rural é feita, em sua maioria, com aulas práticas realizadas no campo. Como o público do programa de aprendizagem do SENAR é rural e reside em lugares muito distantes e de difícil acesso, há um grande problema de deslocamento dos jovens para realizar a formação. Alguns residem a até 20 quilômetros da instituição e não há meios de transporte disponíveis”, esclarece Delgado.
De acordo com o superintendente, outro fator que faz com que o número de aprendizes no setor rural seja pequeno é a falta de outras organizações, como ONGs e Escolas Técnicas, capacitadas para essa formação. “No Rio Grande do Sul somente o SENAR/RS forma aprendizes rurais”, comenta.
Diante da situação a instituição não consegue suprir a demanda de todo o estado. Quem determina quais são as regiões de maior necessidade para que a instituição realize a formação é o Ministério do Trabalho e Emprego.
Os jovens que passam pela formação do SENAR/RS realizam a parte prática do programa em empresas agropecuárias. As atividades variam de acordo com a necessidade de cada região.
Entre os módulos ministrados pelo programa como reflorestamento, mecanização de máquinas de lavoura, gestão rural, entre outros, Delgado destaca a educação ambiental. “Tentamos mostrar para os jovens que é do meio ambiente que eles conseguirão gerar renda”.
Além das aulas práticas que acontecem no campo, a instituição mantém convênios com algumas escolas públicas para realizar parte da formação teórica do programa de aprendizagem.
Delgado afirma que a formação na Lei de Aprendizagem é uma forma dos jovens terem mais condições de ingressar no mercado de trabalho. “É um importante instrumento de inclusão capaz de diminuir a evasão dos jovens de áreas rurais por meio da qualificação profissional”, explica.
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