Atual presidente do Banco do Brasil ingressou na instituição como aprendiz

17/11/09
Investir em jovens aprendizes é sinônimo de formação bons profissionais. Aldemir Bendine é um dos exemplos.
Aldemir Bendine, 45 anos, começou como aprendiz e hoje ocupa a presidência do Banco do Brasil. "Toda vez que eu vejo um jovem aprendiz, me passa um filme pela cabeça", diz o executivo, em entrevista ao jornal Correio Braziliense, que entrou na instituição aos 14 anos na cidade de Estância Turística Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo.
Diante dos bons resultados de seu programa de aprendizagem, a instituição prevê ampliar o projeto, passando a atender 5.400 adolescentes, ou seja, 1.080 vagas a mais para jovens de 14 a 24 anos de todo o país. O crescimento significa um investimento de R$ 114 milhões.
Para conquistar uma vaga no projeto, na época em que o presidente do BB e outros executivos entraram, por volta dos anos 1970 e 1980, era preciso ter um perfil: ser aluno de escola pública e integrar uma família de baixa renda.
Outro exemplo, é o vice-presidente de Negócios Internacionais e Atacado do BB, Allan Simões. Ele foi selecionado, aos 13 anos, para o Programa Aprendiz da instituição. No princípio, ele organizava arquivos, batia carimbos, encaminhava correspondências, fazia serviço de telefonista e outras atividades. Ficou sabendo que o banco abriria uma seleção interna para contratar novos funcionários, decidiu investir nos estudos e passou no concurso. No banco passou pelas funções de gerente de contas, de negócios, gerente geral de agências e gerente-executivo, até chegar ao atual cargo.
Investir em jovens aprendizes é sinônimo de formação bons profissionais. "Os aprendizes quando direcionados de forma inteligente pela empresa podem ser alternativas de contratação de funcionários bem treinados com a identidade da empresa", observa Fernando Montero da Costa, diretor de operação da Human Brasil, consultoria em recursos humanos, em entrevista ao Correio Braziliense.
Assim, oferecer oportunidades para aprendizes vai além das relações trabalhistas, já que a proposta é de inclusão de jovens por meio da formação técnico-profissional, em conjunto com desenvolvimento intelectual e ético. Por isso, as empresas não podem apenas utilizar o programa como mão de obra barata para cumprir as porcentagens obrigatórias em lei.
O coordenador-geral de preparação e intermediação de mão de obra do Ministério do Trabalho, Felipe Augusto, é enfático em relacionar o adolescente aprendiz à educação. "Não o encaro como uma entrada no mercado de trabalho prematura. Esses jovens têm acompanhamento e até cobranças sobre o rendimento deles na escola", explica.
Com informações do Correio Braziliense
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