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ONG criada há poucos meses realiza ações além da formação básica

Por Gláucia Cavalcante
21/02/06

Com apenas quatro meses de vida, o CIDAP - Centro de Aprendizagem e Formação Profissional, em Carapicuíba, SP, foi além da formação de aprendizes. Realizou, em janeiro, um seminário em parceria com o Movimento Degrau e a Prefeitura de Carapicuíba para esclarecer a Lei aos empresários da região. Esse, entretanto, será apenas o primeiro de muitos.

“A ONG teve início em uma escola de Informática. Nasceu da idéia de que para o jovem estar preparado para o mercado de trabalho, ele precisa de muito mais do que apenas formação básica”, diz Clara Ohtsuki, fundadora e coordenadora de projetos da ONG.

Trabalhando como franqueada da rede de uma escola de informática há mais de dois anos, Clara notou a necessidade de se aprofundar na questão profissionalizante. “Mesmo dando a formação para os jovens da escola, eu notava que eles ainda não estavam prontos para encarar o mercado. Formação profissionalizante existe, mas infelizmente nem todos têm como pagar” comenta.

Baseado nisso foi que o CIDAP surgiu há três meses. “Fiquei sabendo sobre a Lei por meio de alguns adolescentes da escola de informática que passaram por programas de aprendizagem. Fui até a instituição formadora e me orientei sobre a Lei 10.097 e como funcionava o programa. Então, foi só colocar as idéias em prática”, diz.

Clara comenta que pretende montar uma rede em vários pontos do estado para formar aprendizes. “Estamos com a proposta de capacitar profissionais para atuarem em 14 telecentros da grande São Paulo. Inicialmente, usaríamos como base o plano de curso e o programa de aprendizagem do CIDAP, mas futuramente, cada telecentro deverá ser um local de formação com seu próprio registro” conclui.

No entanto, para que a lei de aprendizagem seja efetiva, não é preciso apenas programas de aprendizagem, mas sim qualidade. “Atualmente há muitas instituições formadoras que estão com o foco na sua manutenção e não na formação do jovem. Elas optam por formar mais adolescentes e se esquecem da qualidade do programa”, ressalta a coordenadora.


 

   
   
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