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Aprendiz com HIV é foco
de instituição
Por
Gláucia Cavalcante
27/04/06
Seis organizações não-governamentais de Salvador
(BA) se uniram para incluir jovens portadores do vírus HIV,
pessoas com deficiência física e afro-descendentes
no mercado de trabalho. Atualmente, o projeto “Adolescente
Aprendiz” em parceria com 53 empresas da cidade oferece formação
prática para 267 jovens, sendo 110 portadores do vírus
HIV. A média de efetivação desses aprendizes
nas empresas é de 50%, após o término do programa.
Apesar do número de efetivação desses jovens
ser bastante alto, de acordo com o coordenador do programa Alfredo
Souza Dorea, a resistência por parte das empresas para a contratação
de pessoas com essas características é muito grande.
“Algumas ainda têm receio de contratá-los. Infelizmente
existe muito preconceito, vemos isso claramente no processo de seleção
das empresas”, diz.
Dorea comenta que devido a essa dificuldade, a captação
de vagas é feita “de porta em porta”. “Vamos
até a empresa e fazemos todo o trabalho de sensibilização,
principalmente para aquelas que ainda não conhecem a Lei.
Algumas até conhecem, mas infelizmente esperam ser autuadas
para começarem a contratar”.
Além do trabalho de formação e sensibilização
nas empresas, o projeto também ajuda no processo de fiscalização
feito pela DRT. “Temos um bom relacionamento com eles. Quando
sabemos de alguma irregularidade, imediatamente lhes comunicamos”,
afirma.
Entretanto, Dorea diz que a maioria das empresas da região
está mais interessada no lucro que terá com o programa,
do que com a responsabilidade social, quando o assunto é
a contratação de aprendizes.
O projeto foi criado por seis organizações formadoras,
dentre elas ACOPAMEC, Ágata Esmeralda, CESSAM, IBCM, ABEAC
e Fampito e conta com o apoio de órgãos públicos
como Ministério do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho,
Juizado da Criança e do Adolescente e Conselho de Defesa
da Criança e do Adolescente.
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