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Espro mostra as diferenças
na formação do aprendiz
Por
Gláucia Cavalcante
26/09/06
Mesmo sendo parceira do Senai e Senac, a ONG Espro, que atua na
formação de aprendizes, considera que existem algumas
diferenças no que diz respeito à formação
de aprendizes.
Segundo o superintendente da organização, Marinus
Jan Van Der Molen, mesmo tendo alguns de seus módulos parecidos
com os oferecidos pelo Sistema S, ele destaca as principais diferenças.
A primeira é que ao contrário do Sistema S, a ONG
pode assumir o vínculo empregatício do aprendiz contratado.
O segundo ponto é que a empresa pode escolher as modalidades
do programa, ou seja, no caso da Espro, ela decide em qual segmento
o aprendiz deve receber formação teórica. Entre
as opções estão: segmento bancário,
securitário, alimentício, informática, contabilidade,
etc. Já no caso do Sistema S, as opções são
somente aprendiz na área de comércio ou industrial.
A terceira diferença é a customização.
A ONG customiza o programa de acordo com as demandas da empresa,
diferente do Sistema S, que segundo o superintendente, possui pouca
flexibilidade em seus programas gratuitos.
A seleção dos jovens é outro diferencial.
Enquanto a Espro seleciona por meio de “recortes” dando
prioridade a requisitos como escolaridade, gênero, idade,
localidade, sócio-econômico e motivação,
no Sistema S a empresa recruta conforme seus interesses.
Em seguida vem a formação inicial que a ONG oferece,
em que os candidatos às vagas participam de um curso de capacitação
básica para o trabalho, com duração de seis
meses. A Espro também possui uma estrutura flexível
conforme a demanda dos jovens, ou seja, atende ao mesmo cliente
em várias localidades.
A última diferença na formação dos aprendizes
é a distribuição da carga horária. De
acordo com Molen, na ONG o jovem passa quatro dias na empresa e
um dia no curso, que pode ser escolhido. Já no Sistema S,
ele passa três dias na empresa, e dois no curso.
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