MEC
fará proposta ao Sistema S

10/11/06
O Ministério da Educação quer recursos do
Sistema S - instituições como Senai, Sesi, Sesc e
Senac - para ampliar a oferta de vagas profissionalizantes no ensino
médio público. Na abertura da 1ª Conferência
Nacional de Educação Profissional, o ministro da Educação,
Fernando Haddad, propôs que 30% dos recursos arrecadados pelo
sistema sejam usados para profissionalizar esses alunos.
Algumas dessas entidades já trabalham com formação
profissional, do nível básico ao superior. As agências
são financiadas com recursos públicos, de uma contribuição
de empresas sobre a folha de pagamento. Por isso, Haddad acredita
ser possível fazer a parceria. 'São recursos públicos
administrados por instituições de direito privado.
Um dos seus fundamentos deve ser o apoio à escola pública.'
Haddad diz que a proposta deve ser negociada e discutida com o Sistema
S, mas que a regulamentação dessa idéia pode
ser feita inclusive por lei.
Nassim Chieco, representante do Senai na conferência, diz
que, em tese, a idéia é viável, mas não
a curto prazo. 'O complicado é fazer o rearranjo desses recursos
e depois selecionar os estudantes. A procura vai ser muito grande',
aposta. Uma das preocupações do Sistema S é
que, nos últimos anos, tem crescido muito o investimento
nos cursos de aprendiz - qualificação profissional
gratuita para jovens. 'O sistema de aprendizes é hoje prioridade
da indústria nacional e do governo. Vai ter de ser feito
um deslocamento de recursos sem prejudicar os aprendizes', disse.
Outra proposta do MEC terá de ser negociada com os Estados.
O ministério quer unir o sistema de Educação
de Jovens e Adultos (EJA) - substituto do supletivo - com a educação
profissional, fazendo com que todo estudante com mais de 15 anos
que entre no EJA tenha também formação profissional.
Hoje, o sistema federal de EJA já tem essa unificação
e cerca de 11 mil alunos estão no chamado PROEJA.
Nos Estados seria da mesma forma, mas com algum financiamento.
'Podemos pensar num coeficiente diferenciado no Fundeb (Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação Básica)', disse
o ministro. Na distribuição de recursos, o Estado
receberia mais pelo aluno que estivesse nesse tipo de ensino. 'Hoje
o que tira os jovens da escola é a falta de perspectiva profissional',
diz Haddad.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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