Jovens aprendizes aprovam formação teórica

Por Vivian Lobato
24/03/09
“O desenvolvimento técnico só consegue atingir sua plenitude quando se alinham conhecimentos teóricos e práticos, pois assim a informação absorvida facilmente se transforma em conhecimento”. A afirmação é de Ralph Barnard, tesoureiro da Associação de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), em São Paulo (SP), que ingressou na instituição como aprendiz.
Hercules Luis Eloi de Mello, que participou do programa de aprendizagem do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de Andradina (SP) durante o ano de 2006, também levanta a importância da formação teórica. “Aprendemos a teoria desde o básico. Recebíamos uma apostila que tratava sobre a terra, a agricultura, a agronomia e cultura contemporânea. Depois partíamos para a prática. Foi um grande desafio, tudo que eu sei hoje em dia referente às questões rurais, aprendi no programa”, explica.
Os dois são exemplos de jovens que participaram de programas de aprendizagem nas quais as formações teóricas foram de muita importância e trouxeram conhecimentos utilizados na continuidade da vida profissional.
Para serem contratados como aprendizes, os jovens precisam participar de uma formação teórica em alguma instituição que tem o programa de Aprendizagem. Além de formar, as organizações formadoras acompanham e avaliam o desempenho e certificam os adolescentes. Através das aulas, os jovens aprendem noções básicas teóricas do que irão aprender na prática.
Até o ano 2000, antes da alteração da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), somente o Serviço Nacional de Aprendizagem (Senai, Senac, Senar, Senat, Sescoop) tinha direito de formar jovens aprendizes. Com a alteração da CLT, as ONGs e escolas técnicas passaram a ter a possibilidade de formar e certificar os adolescentes que estejam na condição de aprendiz.
Quem escolhe a instituição formadora é a própria empresa que contrata o jovem aprendiz. As formações teóricas são focadas na área de atuação da empresa contratante, por exemplo, há programas para turismo, administração, hotelaria, saúde e rural.
Para Cíntia Ferreira Nunes, que foi durante um ano aprendiz do Banco JP Morgan e fez sua formação teórica no Centro de Profissionalização de Adolescentes “Pe Bello” (CPA), a parte teórica do programa foi melhor aproveitada do que o conteúdo da escola.
“Durante a formação aprendemos sobre práticas administrativas, matemática e questões sociais. A parte técnica era trabalhada de segunda a quinta na JP Morgan, as sextas tínhamos a formação no CPA. Foi muito legal a metodologia que os educadores ensinavam, bem diferente das tradicionais aulas da escola”, ressalta.
“Sem dúvida, o programa de aprendizagem foi importante para a minha formação como pessoa e como profissional, além de ter sido minha primeira experiência e uma oportunidade que me abriu muitos caminhos e contatos de trabalho”, comenta Cíntia.
Barnard também conta que durante o processo de aprendizagem, o conhecimento adquirido com a prática foi essencial para a construção de sua carreira. “O programa me ajudou muito na escolha de qual área do conhecimento seguir”, completa
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