| Lei
do Aprendiz é tema de debate entre governo, Conanda e ONGs
Fonte: site do Ministério da Justiça
08/11/2004
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda), entidades não-governamentais, representantes dos
ministérios Público, do Trabalho e do sistema “S”
(SENAI, SENAR, SENAT e SENAC) reuniram-se no dia 08 de novembro
para discutir a resolução 74/2001 do Conanda que trata
da Lei do Aprendiz. Esta Lei obriga as empresas de médio
e grande porte a contratar jovens de 14 a 18 anos para uma formação
técnica-profissional de cerca de 5% a 15 % de seu quadro
de funcionários.
O objetivo do encontro que teve continuação no dia
09 , no Hotel San Marco em Brasília, é discutir a
aplicação da lei no cotidiano das empresas e o cumprimento
das atribuições do sistema “S”, que segundo
a lei, é responsável em qualificar os jovens que serão
contratados. Outro assunto que colocado em pauta do encontro foi
o papel dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança
e do Adolescente neste processo.
De acordo com o vice-presidente do Conanda, José Fernando
Silva, a idéia do evento é "fazer uma crítica
à resolução de 2001 (do Conanda), estudar quais
os pontos merecem ajustes e principalmente dialogar com todos os
atores responsáveis tanto pela aplicação da
lei, quanto na sua fiscalização.”
Segundo a representante do Ministério do Trabalho no Conanda,
Silvana Márcia Veloso, o governo federal vai editar um Projeto
de Lei para efetivar a Lei do Aprendiz. Mas, antes disso, é
preciso unificar as discussões sobre o tema.
De acordo com estimativas do Ministério do Trabalho e Emprego,
a Lei do Aprendiz poderá beneficiar entre 650 mil e 2 milhões
de jovens em todo o Brasil. Hoje cerca de 3,2 milhões de
adolescentes entre 15 e 17 anos atuam no mercado informal de trabalho
ou fora do mercado.
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