| Berzoini
quer iniciar 2005 com Lei do Aprendiz regulamentada
14/12/04
O ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo
Berzoini, disse que espera começar 2005 com a Lei do Aprendiz
(10.097/00) aplicável para aproveitar o bom momento pelo
qual passa a economia. Berzoini participou no dia 14 de dezembro
da 2ª Reunião do Fórum da Aprendizagem, cujo
objetivo é o de obter sugestões para a regulamentação
da Lei. Minuta de decreto elaborada pelo MTE será apresentada
à casa Civil da Presidência da República nos
próximos dias.
“No dia 19, a Lei completará quatro anos e nossa obrigação
é garantir a regulamentação que assegure o
seu pleno cumprimento”, observou o ministro. Outra tarefa,
afirmou, é a de mobilização para a adesão
consciente das empresas. Atualmente, dados do Ministério
do Trabalho e Emprego indicam a existência de 57 mil aprendizes
no país, número que poderia ser elevado a mais de
um milhão, acredita Berzoini.
Apesar da Lei prever a obrigatoriedade de empregar jovens aprendizes
apenas por parte de empresas de médio e grande porte, o representante
da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no
Brasil, Armand Pereira, sugeriu que as pequenas também deveriam
ser incentivadas a participar. Uma das vantagens do contrato especial
de aprendiz, para o empregador, é a redução
de custos sociais, já que a contribuição para
o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) cai de 8%
para 2% do valor do salário.
As empresas devem assegurar capacitação teórica
e práticas aos jovens além de garantir-lhes condições
de continuidade dos estudos convencionais. A Lei do Aprendiz está
voltada para os jovens com idade entre 14 e 18 anos, tendo como
objetivo prepará-los para ingressar em melhores condições
no mercado de trabalho. A regulamentação da Lei e
a ampliação das contratações de aprendizes
é um dos objetivos do programa Primeiro Emprego, que inclui
ações de qualificação e captação
de vagas.
Na minuta elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego,
o Sistema “S” fica como principal responsável
pela parceria com as empresas na qualificação dos
aprendizes. Participam da reunião de hoje integrantes do
Fórum da Aprendizagem como representantes da OIT, Fundação
Roberto Marinho, Ministério Público, Conselho Nacional
de Desenvolvimento da Infância e da Juventude (Conanda) e
Petrobras, que está comprometida com a contratação
de 18 mil jovens em três anos.
Fonte: site do Ministério do Trabalho e Emprego
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