Empresas estão longe de utilizar potencial de contratação

 

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Escola Técnica é pouco procurada para formação de adolescente

Por Gláucia Cavalcante
27/01/05

Quando se fala em formação profissional relacionada à Lei de aprendizagem, o Sistema S e as ONGs são as primeiras instituições formadoras que vêm à cabeça dos empresários. Mas, mesmo tendo pouca popularidade, as empresas também possuem outras opções como as Escolas Técnicas de Educação.

Tanto as Escolas Técnicas particulares quanto as Estaduais (ETEs), administradas pelo Centro Paula Souza, podem atuar como formadoras para a Lei de Aprendizagem. No caso das ETEs, a empresa interessada em fazer parceria não precisa pagar pelo curso.

Segundo Marina Gimenez, supervisora de estágios, coordenadora do curso de hotelaria e professora da ETE Albert Einstein, um dos maiores motivos pelo qual as ETEs não possuem muitos adolescentes atuando em empresas como aprendizes é a falta de interesse dos empresários. “Até hoje, não passamos de 20 contratos. Realmente é muito difícil, pois não há incentivo”, comenta.

Atualmente, as Escolas Técnicas Estaduais possuem mais de 40 cursos nas áreas de agropecuária, comércio, construção civil, design, geomática, gestão, indústria, informática, meio ambiente, mineração, química, telecomunicações, turismo, transportes e saúde.

De acordo com Marina, existem mais de 100 ETEs no Estado de São Paulo, porém todas têm dificuldades em preencher vagas para aprendizes. Somente quatro companhias estão atuando efetivamente com a Lei e o único curso que possuí aprendizes é o de hotelaria.

O processo de seleção dos adolescentes para ingressar nas Escolas Técnicas Estaduais é feito por meio de um vestibulinho. Já para atuarem como aprendizes, quem faz a seleção é a própria empresa contratante.

“Geralmente, a empresa comunica a ETE o número de vagas que possui e a escola divulga para os adolescentes”, diz Ivone Marchi Lainetti Ramos, coordenadora de Ensino Técnico do Centro Paula Souza.

O acompanhamento do adolescente, após sua inserção na empresa, é feito por meio de visitas realizadas por um supervisor da própria ETE.

 

   
   
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