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Senac firma parceria com ONGs para aumentar número de vagas

Por Gláucia Cavalcante
11/02/05

Com o intuito de ampliar a capacidade de atendimento a adolescentes e empresas interessadas em programas de aprendizagem, é que o Senac decidiu firmar parcerias com as Ongs Espro, Ciee e Fundação Educacional de Araçatuba do Estado de São Paulo.

De acordo com Francisco de Moraes, gerente de desenvolvimento educacional do Senac-SP, a parceria aumentou em quase 50% a quantidade de lugares que atendem aprendizes. “Essa parceria possibilita acesso a lugares onde o Senac não alcança. Fora isso, as entidades conveniadas podem atender com a mesma qualidade que o Senac oferece”, comenta.

A parceria é constituída por algumas ações como treinamento das entidades e acompanhamento do processo. “Fazemos um treinamento com as entidades para explicar como é a metodologia do Senac e, parte do material didático é repassado. Também é feito periodicamente um acompanhamento por meio de visitas agendadas nas entidades”, diz Moraes.

Uma das vantagens dessa parceria, segundo o gerente, é que as empresas que contribuem com o Senac não precisam pagar pelo curso do aprendiz quando feito em umas das ONGs parceiras. De acordo com Moraes, ao invés do Senac repassar dinheiro para as instituições, ele fornece todo o treinamento, metodologia e material didático.

Segundo Moraes, mesmo o adolescente tendo feito o curso de aprendizagem em alguma das instituições conveniadas, sua certificação ao final do programa conterá informações sobre a instituição que formou o jovem em conjunto com o Senac.

“Com essa parceria todos são beneficiados”, garante o gerente. Sua justificativa é que as empresas podem escolher se querem formar aprendizes pelo Senac ou por uma ONG; os adolescentes, por sua vez, têm um leque de opções mais próximo de sua residência e, por fim, as organizações sem fins lucrativos têm oportunidade de manter uma relação estreita com uma organização como o Senac, que acumula uma ampla experiência no assunto.

Por conta do sucesso dessas parcerias, no último dia 3 de fevereiro, o Senac se reuniu com a Fundação Abrinq (Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente) e outras 10 organizações sem fins lucrativos para discutir uma possível ampliação no número de instituições parceiras do Senac.

As instituições que conseguirem a parceria não precisam necessariamente ter seu programa de aprendizagem registrado no CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente).“Elas precisam ser devidamente registradas no CMDCA como instituições sem fins lucrativos, ser atuantes e experientes no segmento (faixa de 14 a 18 anos), ter boas referências. Mas não precisam ter programa de aprendizagem próprio aprovado no CMDCA”, afirma o gerente.

Entretanto, Moraes deixa claro que o potencial técnico das instituições para desenvolver o programa de aprendizagem em Comércio de Bens e Serviços, com qualidade, precisa ser avaliado e aprovado pelo Senac.

 

   
   
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