| Empresas
selecionam aprendizes

Por Márcio Santana
03/03/2005
É comum que as empresas tenham dúvidas quanto ao
processo de seleção de aprendizes. Sem nenhuma regra
específica, a Lei deixa a cargo da empresa e da instituição
formadora a escolha da melhor forma de seleção.
Cada ONG, por exemplo, tem seu jeito próprio de lidar com
a seleção dos aprendizes. Algumas já possuem
adolescentes e apenas os selecionam de acordo com o perfil desejado
pela empresa, enquanto outras simplesmente formam os aprendizes
indicados pelas companhias. O Sistema S, por sua vez, – mais
especificamente o Senai e o Senac –, tem formas de seleção
pré-estabelecidas.
“Não é o Senac quem seleciona os adolescentes,
isso fica a cargo da empresa contratante, nós ficamos com
o acompanhamento e as aulas teóricas dos aprendizes”,
diz Francisco de Moraes, gerente de desenvolvimento educacional
do Senac-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
Ao contrário do Senac, que monta seus cursos de acordo com
a demanda e as necessidades das companhias contratantes e por isso
não se envolve com a seleção, o Senai cria
turmas de aprendizagem mesmo não tendo a garantia da empresa
de absorver esses adolescentes. Dessa forma, segundo Luiz Adriano
de Carvalho Mange, gerente do núcleo de programas institucionais
do Senai, as companhias têm duas opções de escolha:
“podem selecionar e encaminhar à nossa instituição
ou escolher os aprendizes já pré selecionados pelo
Senai”, comenta.
Entretanto, apesar de o Senac não fazer processos de seleção,
caso a empresa não consiga selecionar os adolescentes com
o perfil desejado, ele indica entidades sem fins lucrativos que
possam encaminhar aprendizes para a companhia. “Nossa instituição
está buscando parcerias com as ONGs que atuam com a Lei,
para ajudar as empresas a encontrarem os adolescentes e para participarem
de seu programa de aprendizagem em parceria conosco”, diz
Moraes.
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