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Projeto social tira crianças
e adolescentes das ruas de São José dos Campos

Por Karina Costa
Especial para o Conexão Aprendiz
10/08/05
Encontrar crianças e adolescentes desabrigados ou que trabalham
nas ruas para garantir o sustento de seu lar, parece não
ser exceção para nenhuma cidade do país. Mas,
espanta-se quem vai fazer uma visita a São José dos
Campos e se depara com a ausência desse público nas
ruas da cidade.
Essa realidade é um dos indicadores de que as atividades
de complemento escolar oferecidas pela Fundação Hélio
Augusto de Souza (Fundhas), contribuem para a integração
social de 3.065 crianças e 2.363 adolescentes de família
de baixa renda na cidade.
Com 23 unidades espalhadas pela cidade, a entidade oferece os serviços
sociais básicos, como apoio educacional, alimentação,
saúde e transporte, orientação pedagógica
e encaminhamento profissional. Além disso, a Fundhas ajuda
também na luta contra a evasão escolar, já
que para ser atendido pela entidade é preciso estar cursando
o ensino regular nas escolas municipais ou estaduais da cidade.
A atuação da entidade é feita em dois programas
distintos. O Direito de Ser Criança atende crianças
dos 7 aos 14 anos, em atividades lúdicas que envolvem esporte,
educação ambiental, informática educativa,
reforço escolar, entre outros. Já o Profissional do
Futuro, atende adolescentes entre 14 e 18 anos em programas preventivos
sobre sexualidade, drogas, abordagem familiar, orientação
para o mercado de trabalho, além de oferecer 12 cursos de
qualificação profissional de nível básico.
Os cursos são voltados para a realidade do mercado de trabalho
da cidade para que os jovens sejam encaminhados ao primeiro emprego
de acordo com a Lei de Aprendizagem 10097/ 2000. "Já
colocamos no mercado de trabalho cerca de 700 adolescentes em parceria
com empresas locais. Os pais comemoram quando estes conseguem entrar
na entidade e vislumbram que seus filhos sejam aprendizes, no futuro,"
conta o presidente da entidade Hiromiti Yoshioka.
Num acordo intersecretarias, a entidade se uniu a diversos programas
municipais, estaduais e conselhos municipais da área social
e de Justiça para atender adolescentes autores de ato infracional
e em situação de risco, jovens provenientes de família
de baixa renda, moradores de abrigos, vítimas de abuso sexual.
Assim, por consequência há um compromisso de se combater
o trabalho infantil. Entre os programas envolvidos estão
o Adole-Ser, Cofaci, Aquarela, Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil (Peti), Agente Jovem e Centro de Referência
do Adolescente, cada um atendendo dentro de sua especificidade.
De acordo com o ex-secretário nacional de Segurança
Pública, José Vicente da Silva, o trabalho da entidade
ocasionou a queda de 45% dos homicídios cometidos na cidade
durante os últimos 5 anos. "Em São José
dos Campos não existe crianças em situação
de rua. Há na cidade, uma rede integrada de proteção
à criança na qual fazemos parte," completa Yoshioka.
Atualmente, a instituição atende em torno de 8.000
pessoas e conta com uma fila de espera de cerca de 12 mil interessados
em participar dos programas.
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