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CIEE conquista 105 parceiros
para capacitar adolescentes

Capacitação e qualificação
são imprescindíveis aos jovens que pretendem apresentar
bons currículos nos concorridos processos de seleção.
A realização do estágio já se mostrou
eficaz nesse campo, como atestam os próprios jovens em pesquisa
realizada pelo CIEE. Para 99% deles, o estágio valeu ou está
valendo a pena, pela chance de desenvolvimento profissional e aprendizado.
No entanto, essa experiência só
é permitida por lei para alunos acima dos 16 anos, matriculados
no ensino médio, superior ou técnico.
Paralelamente ao estágio, sua principal
atividade – e para utilizar sua expertise em favor de maior
número de jovens carentes –, o CIEE lançou seu
Programa Adolescente Aprendiz, voltado para jovens de 14 a 18 anos
incompletos, matriculados em escolas de ensino fundamental e médio.
Em junho, mais empresas e entidades somaram-se à iniciativa,
totalizando 105 organizações parceiras do CIEE. A
adesão do empresariado ao Programa Aprendiz ainda é
baixa, mas vem crescendo paulatinamente.
A Delegacia Regional do Trabalho (DRT/SP)
comemora a contratação de 2.380 aprendizes no primeiro
semestre deste ano e, mais do que autuar empresas que ainda não
alcançaram suas cotas obrigatórias de contratação,
quer conscientizá-las da importância social do projeto.
“O cumprimento da lei passa pela transmissão
das informações”, explica Marília de
Oliveira Silva, auditora fiscal do trabalho e responsável
pelo combate ao trabalho infantil e proteção ao trabalhador
adolescente da DRT/SP.
“Os resultados dos programas de aprendizagem
são altamente positivos e permitem a inserção
dos jovens no mercado de trabalho. Nesse sentido, o CIEE é
parceiro na formação continuada dos jovens”,
afirmou Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro, delegado regional
do Trabalho no Estado de São Paulo, durante encontro que
formalizou o acordo para contratação de aprendizes
pelo Clube de Campo São Paulo, um dos mais recentes parceiros
do CIEE. Entre as atividades esportivas oferecidas aos associados,
o clube inclui o golfe, modalidade em que os onze aprendizes contratados
serão capacitados.
Nicolau Costa e Luiz Takayasu Kutani, respectivamente
gerente geral e de Recursos Humanos do clube, explicam que a adesão
ao programa não se deve apenas à obrigação
legal, mas à oportunidade de realizar uma ação
social, profissionalizando jovens moradores da região, que
fica próxima aos bairros de Interlagos e São José,
situados na zona sul carente de São Paulo. Há ainda
um outro aspecto positivo evidenciado pelos gerentes do clube de
campo, que apontam a escassez de pessoal qualificado para atender
à popularização do golfe no Brasil. Ou seja,
os especialistas já detectam as oportunidades de trabalho
geradas por esse esporte, que vem crescendo e ganhando espaço
não só em clubes, mas também em condomínios.
Entre as opções, os jovens aprendizes podem se especializar
como supervisor de campos de golfe ou instrutor.
Outros esportes também estão
abrindo promissoras perspectivas para os aprendizes. O São
Paulo Futebol Clube é outro recente parceiros do CIEE, ao
lado do Clube de Campo São Paulo e o Club Athletico Paulistano.
Para Reynaldo Cavicchioli, gerente administrativo do São
Paulo Futebol Clube, a adesão ao programa significa a possibilidade
de, num futuro próximo, inserir jovens preparados no mercado
de trabalho.
“Realizamos a parceria com o CIEE porque
a entidade reúne knowhowe infra-estrutura para a e.ciente
aprendizagem dos jovens”, explica.Destinado à formação
profissional de adolescentes, o programa foi criado para auxiliar
no cumprimento da lei que obriga a contratação de
adolescentes como aprendizes pelas empresas (Lei nº 10.097,
de 19/12/2000). A cota de contratação varia de 5%
a 15% do quadro efetivo de funcionários, cujas funções
demandem formação profissional de nível básico.
O CIEE atua como entidade certificadora, selecionando e encaminhando
os candidatos a uma vaga e, após a contratação
pelas empresas, oferece o programa de aprendizagem, especialmente
desenhado para formação desses jovens, tanto na parte
profissional, quanto no desenvolvimento de atitudes adequadas ao
ambiente empresarial e da cidadania.
Intitulado Aprendizagem em Serviço
– Gestão Empresarial, o programa de aprendizagem possui
três módulos de aulas teóricas, elaborados pelo
CIEE de acordo com as atividades profissionais desenvolvidas nas
empresas. O primeiro módulo ganha o nome de Competências
Básicas e abrange temas como administração
e organização do trabalho e qualidade no ambiente
organizacional. Esse último, por exemplo, ensina a utilização
de ferramentas como o 5S, para demonstrar a administração
adequada dos documentos. O conteúdo dos últimos dois
módulos é adequado às atividades que os aprendizes
desenvolverão nas empresas.
A duração máxima do
programa de aprendizagem é de aproximadamente 96 semanas.
As aulas são ministradas semanalmente, na sede do CIEE, na
cidade de São Paulo. Nos outros dias, os jovens trabalham
nas empresas, cumprindo jornadas de quatro, seis ou oito horas diárias.
Os adolescentes recebem, na maioria dos casos, um salário
mínimo por mês.
A aprendiz Maiara Bagatella, contratada há
quatro meses pela empresa Interfile, reverte o salário recebido
para suas despesas pessoais, desonerando a família dessa
responsabilidade. Esse foi um dos motivos pelos quais se inscreveu
no Programa Aprendiz do CIEE: independência financeira, situação
que ela persegue desde mais jovem, fazendo faxinas ou ajudando o
pai na firma onde trabalhava. Mas Maiara também aponta outro
benefício do programa. “Acho o curso de capacitação
fascinante. São ensinadas posturas e atitudes adequadas a
um ambiente de trabalho”, conta. Se, por um lado, os aprendizes
reconhecem os benefícios do programa, as empresas parceiras
do CIEE na realização do programa também tecem
elogios para os seus contratados.
“Os aprendizes estimulam os outros
funcionários que têm mais tempo de casa não
só em função de mostrarem comprometimento e
voracidade pelo aprendizado, mas também porque levam novas
informações recebidas no curso de capacitação”,
conta Telci Brito de Vasconcelos, gerente de RH da Interfile. Além
de Maiara, a empresa conta ainda com outros quinze aprendizes. Também
em parceria com o CIEE, investe na contratação de
doze estagiários de níveis médio e superior.
A Interfile, que atua na área de gestão da informação,
também investe na realização de um programa
próprio de capacitação para seus jovens funcionários.
Assim como a Interfile, o canal ESPN Brasil
também acredita que tanto o estágio como o programa
Aprendiz são ferramentas eficientes na formação
de futuros profissionais. O índice de efetivação
de ex-estagiários na empresa comprova esse fato, girando
em torno de 70%. “Acreditamos e damos oportunidades aos jovens”,
diz Maria Suely Luiggi, diretora de RH do ESPN Brasil. A empresa
mantém, atualmente, dez estagiários e é parceira
do CIEE há três anos. Aderiu ao Programa Aprendiz mais
recentemente e contrata dois estudantes, Diego Cantante e Priscila
Mourão Souza. Os dois aprendizes trabalham na fitoteca da
ESPN, com um acervo de 30 mil fitas. “Eles são e.cientes
em todos os quesitos: pontualidade, e.ciência, dedicação,
interesse e vontade de aprender”, elogia a jornalista Denise
Elias, gerente da fitoteca e supervisora dos aprendizes. “Vou
levar para o resto da minha vida o que aprendo aqui”, acredita
a aprendiz Priscila”, que tem 16 anos e cursa o segundo ano
do ensino médio em uma escola estadual.
(Fonte: Site CIEE)
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