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Modificação
na Lei criará mais vagas
O
secretário de Políticas Públicas do Ministério
do Trabalho e Emprego, Remígio Todeschini, já trabalha
com a expectativa de aumento das matrículas nos cursos de
aprendizagem, principalmente os do Sistema S, a partir do segundo
semestre.
Esse será o resultado mais imediato, acredita, da elevação
da faixa etária, de 18, no máximo, para 24 anos, promovida
pela recente Medida Provisória nº 251. Outra repercussão,
diz o secretário, será a ampliação de
oferta de vagas de aprendizagem em áreas antes restritas
a aprendizes, como dos setores químico e petroquímico.
Remígio Todeschini afirma que há uma programação
de esforços a ser realizado, especialmente com o Senai, para
obter vagas nas empresas para os alunos dos cursos de aprendizagem.
Hoje, de 80 mil jovens que realizam cursos somente 50% são
contratados. O contrato tem características especiais, como
carga horária reduzida para possibilitar a qualificação
e a continuidade dos estudos. O custo da contratação
também é diferenciado, sendo a alíquota de
contribuição do FGTs de apenas 2%.
Informe Primeiro Emprego - O que determinou a ampliação
do benefício da Lei do menor Aprendiz para jovens de até
24 anos?
Remígio Todeschini - Uma coisa importante dessa medida foi
a contribuição para unidade das políticas de
emprego para a juventude. Na verdade, até os 24 anos, o jovem
se prepara na escola e em cursos profissionalizantes para exercer
uma profissão. Além disso, é nessa faixa etária
que se encontra o maior número de desempregados. E a legislação
impedia que jovens aproveitassem oportunidades no próprio
trabalho, onde já estavam vinculados. A portaria nº
20 do Ministério do Trabalho e Emprego, por exemplo, coloca
restrições ao exercício de diversas funções
a menores de 18 anos.
Informe Primeiro Emprego - Quais as possibilidades de ampliação
das vagas de menor aprendiz?
Remígio Todeschini - A determinação legal,
de que sejam destinadas entre 5% a 15% das vagas em empresas de
médio e grande porte a menores aprendizes (Lei 10.097/00),
representa um potencial de 800 mil contratos de aprendizagem. A
medida provisória deve ajudar a expandir as possibilidades.
No setor industrial, por exemplo, estima-se em 200 mil o número
de vagas potenciais com o aumento da idade. Há setores como
o químico e o petroquímico, que não participariam
de forma tão representativa. Agora, podem contratar em maior
número. Criam-se novos ambientes de trabalho.
Informe Primeiro Emprego - Como está a tramitação
do decreto que regulamenta a Lei 10.097/00?
Remígio Todeschini - O decreto está em análise
na Casa Civil e, agora, teremos que fazer ajustes na minuta para
adaptá-lo a essa mudança de faixa etária. A
disposição da nova ministra, Dilma Roussef, é
de continuar dialogando com o Ministério do Trabalho e assim
vamos institucionalizar de forma permanente mais essa ação
do Programa Primeiro Emprego.
Fonte: site Pantanal News
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