|
Banco contrata aprendizes antes
da regulamentação
29/11/05
Organizações que atendem menores carentes lançam
em São Paulo uma campanha pela regulamentação
da Lei do Aprendiz. Com ela, poderão ser criadas até
dois milhões de vagas para quem ainda está estudando
e procura o primeiro emprego.
Dezessete anos de idade. A primeira experiência de trabalho,
numa grande empresa, despertou a ambição em Yaisa
de Paula Silva. “Se eu estou aqui hoje é porque eu
vou conseguir ser doutora na área que eu quero”.
O banco que contratou Yaisa segue uma lei que prevê que empresas
médias e grandes tenham entre seus empregados pelo menos
5% de jovens aprendizes.
Eles podem ter de 14 a 23 anos de idade. Tem que estudar. São
registrados, mas o Fundo de Garantia é menor, um incentivo
para o empregador.
“Vai ter um impacto de curto prazo para os jovens e de médio
e longo prazo pro país que são melhores profissionais,
mais bem preparados”, afirma Raí, criador da Fundação
Gol de Letra.
É uma lei que tem cinco anos de existência, mas até
hoje não foi regulamentada e, por isso, não há
fiscalização que obrigue as empresas a contratar os
aprendizes. Poderiam ser até dois milhões de jovens
no mercado de trabalho, mas até agora menos de mil vagas
fora criadas.
“Ela não implica em nenhum gasto de governo, nem um
tostão do orçamento público, não implica
em nenhuma negociação política no Congresso,
implica simplesmente num ato administrativo da regulamentação
da lei”, afirma Oded Grajew, do Instituto Ethos.
Luiz Fernando Silva foi aprendiz durante um ano. Agora, voltou à
empresa como um profissional. “Dando um espaço para
a pessoa aprender e para ela trabalhar, você está preparando
cada vez mais jovens para o futuro”.
O Ministério do Trabalho informou que na próxima semana
o presidente Lula vai assinar um decreto para regulamentar alguns
artigos da lei.
(Fonte: Jornal Hoje – Rede Globo)
Link: http://jornalhoje.globo.com/JHoje
|