|
Educação é
prioridade na lei de aprendizagem
Especial
do site Aprendiz
Por Karina Costa e Mariana Gallo
Dar prioridade ao processo educacional
é o primeiro passo para uma boa formação do
jovem no mercado de trabalho. É o que prevê a lei aprendizagem
(10.097), que regulamenta os adolescentes e jovens no mercado de
trabalho.
"As empresas devem ver a lei como uma oportunidade para firmar
políticas públicas para o jovem e não como
uma mão-de-obra mais barata", afirmou Flariston Francisco,
coordenador geral do Centro de Profissionalização
de Adolescentes, durante mesa redonda sobre o tema realizada pelo
programa Conexão Aprendiz no Sesc Pinheiros, em São
Paulo (SP).
Segundo ele, a aplicação da lei ainda não
deve ser vista como uma política pública, mas sim
como uma iniciativa das empresas e organizações de
regulamentar o trabalho juvenil. "Se reconhecida pelo poder
público, a lei poderá ter melhor atuação
que os diversos programas sociais".
Segundo dados do especialista em educação profissional
João Jesus Benedito, apenas 3% dos profissionais inseridos
no mercado de trabalho passaram por programas de aprendizagem. Para
ele, o processo educacional forma profissionais bem preparados e
dinâmicos no futuro. "A iniciativa evita a formação
de futuros profissionais que tenham apenas uma habilidade ",
ressalta.
A consultora em investimento social empresarial, Mara Sabino, acredita
que a responsabilidade das empresas vai além da contratação
de aprendizes. Para ela, o acompanhamento e a qualificação
dos jovens durante sua estada na empresa fazem parte de um conjunto
que beneficia a todos.
"As empresas e organizações devem juntas capacitar
e qualificar a formação dos aprendizes", disse.
"Além disso, os programas de aprendizagem devem promover
a inclusão e desenvolvimento dos jovens, evitando ser assistencialista".
Os esforços da Delegacia Regional do Trabalho de São
Paulo (DRT-SP), em fiscalizar o cumprimento da lei, contribuíram
para que o número de aprendizes no mercado aumentasse. "Este
ano, registramos 2.166 jovens encaminhados via Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial (Senac)", contou a auditora fiscal
do trabalho Marília de Oliveira.
"Se cada organização juntar esforços
para desenvolver um programa de aprendizagem bem formulado, com
certeza as empresas abrirão suas portas e o número
de aprendizes tende a aumentar", acredita a representante da
DRT. Para ela, é importante que além da formação
técnica as empresas e organizações ofereçam
formação continuada para os aprendizes."Se não
dermos esse complemento, há o risco desses jovens serem sempre
subordinados", afirmou pouco antes do lançamento da
cartilha para organizações não-governamentais
"Como elaborar um programa de aprendizagem".
Durante o evento, foi lançada a Cartilha para ONGs: Como
Elaborar um Programa de Aprendizagem a partir da Lei 10.097. Para
fazer o download da Cartilha, clique
aqui.
|