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Diferenças entre aprendizagem e estagio ainda causam dúvidas

 


Micro e pequenas empresas aderem à contratação de aprendizes

 
 

ONG forma aprendizes para o setor de transporte


Por Gláucia Cavalcante
24/01/08


Formar aprendizes com idade entre 18 e 24 anos é um dos diferenciais do Centro Social Betesda de Curitiba/PR, que atua em parceria com o SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) da cidade.

“Como a organização é a única de Curitiba a inserir jovens maiores de 18 anos como aprendizes, há uma grande procura pelo programa por empresas da região que precisam contratar em áreas insalubres”, diz a gerente administrativa da ONG, Cláudia Gracieli Kruger.

De acordo com Cláudia, o aumento de empresas interessadas em contratar aumentou também devido à Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ter intensificado a fiscalização em empresas que devem contratar aprendizes nessa faixa etária.

A legislação define que devem ser priorizados jovens que tenham entre 14 e 18 anos, porém, a organização tem enfrentado dificuldades com relação a isso. “Muitas empresas que não têm cargos de risco querem contratar jovens mais velhos por serem mais maduros, porém, tentamos ser criteriosos e priorizar os mais novos”, comenta.

Devido à parceria feita com o SENAT, o Programa de Aprendizagem do Centro Social Betesda atua especificamente no setor de transporte, com formação focada nas áreas administrativa e mecânica. Adolescentes que têm entre 14 e 18 anos atuam nas áreas administrativas das empresas. Já os maiores de 18 realizam a parte prática do programa com foco em mecânica nos setores de manutenção e almoxarifado.

Além da formação que acontece na instituição, uma vez por ano os jovens fazem integração em uma chácara, durante um fim de semana, onde são discutidas questões profissionais, mentais, de saúde, trabalho em grupo e amizade.

A instituição começou a atuar com a Lei de Aprendizagem em 2005, e hoje conta com a parceria de 117 empresas na formação de 189 aprendizes. Segundo Cláudia, cerca de 70% dos jovens que participam do programa são efetivados. “Algumas empresas nem esperam o contrato acabar para efetivar os jovens”, comenta Cláudia.

 

   

   
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