Atletas criam ONG para fazer valer a Lei do Aprendiz

13 de outubro de 2010
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Desenvolver políticas públicas voltadas para a juventude é um dos grandes desafios das administrações federal, estadual e municipal. No Brasil, segundo dados do IBGE, 19,4% dos jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados em 2005. Em São Paulo, na faixa de idade entre 18 e 24 anos, o desemprego atinge 26,28% (dados do ano de 2000).

Atletas e ex-atletas se uniram para tentar diminuir a dificuldade de o jovem chegar ao mercado de trabalho. Criaram a Ong Atletas pela Cidadania, que reúne 35 esportistas – como Ana Moser, Gustavo Borges, Magic Paula, Sócrates, entre outros. A meta é ousada: incluir, até 2010, 800 mil jovens no mercado de trabalho.

“Queremos ser políticos, sem ser ‘políticos’. Fazer uso da força de cada atleta para agir, politicamente, na defesa e promoção de causas sociais transformadoras”, afirma Ana Moser, ex-medalha de bronze do volêi de quadra nas Olímpiadas de Atlanta (1996) e que hoje é presidente do Instituto Esporte e Educação.

Para atingir o objetivo de encontrar oportunidades no mercado para os jovens, a Atletas pela Cidadania vai focar sua atuação no cumprimento da Lei do Aprendiz.

Sancionada em dezembro de 2000 e regulamentada cinco anos depois, a Lei 10.097/00 determina que empresas com mais de 100 funcionários contratem aprendizes – jovens de 14 a 18 anos matriculados em escolas técnicas ou de serviços de aprendizagem, como o Senai e Senac. Dependendo do porte da empresa, 5 a 15% do pessoal deve ser composto por estudantes desse perfil.

De acordo com levantamento da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo, realizado em 2006, cerca de 40% das corporações não cumprem a lei. “Inicialmente, vamos mobilizar a sociedade para que empresas, governo e Ongs consigam fazer valer a Lei do Aprendiz. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, apenas 56 mil jovens são beneficiados”, analisa Ana Moser.


Originalmente publicada em 19/10/2007
Fonte: www.dimenstein.com.br

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